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COMO NASCEU A
ESCOLA ESPÍRITA JOANNA DE ÂNGELIS
Tudo começou quando Terezinha Oliveira de Souza e seu marido, Luiz Barbosa, adquiriram dois terrenos em uma Vila chamada Santa Amélia, em Japeri. Alguns anos depois da sua compra, Terezinha e Luiz Barbosa visitaram o local no sentido de se desfazer dos terrenos. Caminhando pelo bairro, em direção aos terrenos, perceberam três garotos, de sete e oito anos aproximadamente, que vinham em sentido contrário, conversando em voz alta, e planejavam praticar roubos.
Isso causou um grande impacto ao casal. Ela, pensativa, falou ao marido: “Acho que é melhor não vendermos os terrenos. Vamos utilizá-los para fazer uma instituição assistencial. A obra principal será uma Escola. Sinto que este local precisa dessa assistência”. Possivelmente, Terezinha, neste momento, já estaria sendo intuída pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Possuidora das melhores intenções, para desenvolver um trabalho humanitário no local, ela e o marido começaram a andar mais por ali, para ver as necessidades das pessoas, com relação à família e aos filhos, e foram percebendo que o local era de grande necessidade de educação das crianças que ali residiam. Indubitavelmente, a escola evitaria que se tornassem adultos marginalizados.
Ali, então, encontrava-se uma área de relevante carência educacional. Na verdade, somente os recursos do casal, não eram suficientes para o tamanho do empreendimento. Assim, Terezinha começou a contatar pessoas de boa vontade que pudessem ajudar no seu projeto da edificação da escola.
Por essa época, morava no Flamengo. Dessa forma, com a ajuda recebida e os seus próprios recursos, ela e seu marido Luiz conseguiram comprar mais dois terrenos, em frente à escola, começando também a construir o prédio onde seria instalado o Centro Espírita Joanna de Ângelis para dar apoio espiritual à comunidade. Assim, em 11 de dezembro de 1975 foi fundada a Instituição Espírita Joanna de Ângelis, com sede na Rua Dona Aisa, lotes 232 a 235, Bairro de Santa Amélia, na época Distrito de Queimados, com o prédio em construção. A escola começou a funcionar, em 1980, mas era preciso mantê-la.
Nesse contexto, Terezinha conseguiu formar um grupo de pessoas, dando início a várias atividades, como bazares e almoços fraternos, angariando fundos para o seu empreendimento. Pedia ajuda a pessoas amigas e também a conhecidos, e com muita dificuldade continuava as suas atividades para conseguir verba para a escola.
A partir de então, começou a receber doações para o almoço e os lanches dos alunos, que tinham assim alimentação e estudo, sem pagar nada por isso. O mais difícil era o pagamento dos professores. E lá ia ela, incansável, à procura de recursos para saldar os salários dos funcionários, não voluntários. Apesar das dificuldades enfrentadas, no dia certo conseguia arrecadar o dinheiro, dando conta de seus compromissos, cumprindo o seu objetivo, que era o de tirar das ruas as crianças que não tinham como estudar naquela comunidade.
Alguns anos depois, com as doações que foi recebendo e recursos próprios, ampliou a escola, construindo o segundo andar, uma quadra de futebol e vôlei, e um auditório. Indubitavelmente, o projeto iniciado e continuado por Terezinha Oliveira tem o objetivo de que as crianças que ali residem, possam ter auxílio educacional e humanitário.
Por este ideal, formulado pela saudosa pedagoga, antiga presidente da Instituição Espírita Joanna de Ângelis, Terezinha Oliveira (1932/2021), é fácil perceber que a escola tem a finalidade de favorecer o crescimento integral e harmônico da criança, por meio de atividades diversas que promovem o desenvolvimento motor, intelectual, emocional e social.
Mas na verdade, é mais do que isso. Foi construído por ela um grande propósito de auxiliar crianças e jovens carentes, na busca de seu aprimoramento moral e intelectual, através de ações preventivas para a formação do homem de bem.
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